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sábado, 17 de outubro de 2015

Os livros apócrifos da religião de Roma

Jerônimo rejeitou vigorosamente a canonicidade dos apócrifos. Nos prefácios destes livros na Vulgata, ele escreveu:

"E assim da mesma maneira pela qual a igreja lê Judite, Tobias e Macabeus (no culto público) MAS NÃO OS RECEBE ENTRE AS ESCRITURAS CANÔNICAS, assim também sejam estes dois livros [Sabedoria e Eclesiástico] úteis para a edificação do povo, mas NÃO PARA ESTABELECER AS DOUTRINAS DA IGREJA"[1]

"Este prólogo, como vanguarda (principium) com capacete das Escrituras, pode ser aplicado a todos os livros que traduzimos do hebraico para o latim, de forma que nós podemos garantir que o que não é encontrado em nossa lista DEVE SER COLOCADO ENTRE OS ESCRITOS APÓCRIFOS. Portanto, a sabedoria comumente chamada de Salomão, o livro de Jesus, filho de Siraque [Eclesiástico], e Judite e Tobias e o Pastor [supõe-se que seja o Pastor de Hermas], NÃO FAZEM PARTE DO CÂNON. O primeiro livro dos Macabeus eu não encontrei em hebraico, o segundo é grego, como pode ser provado de seu próprio estilo"[2]

"Para os católicos, os apócrifos são certos livros antigos, semelhantes a livros bíblicos, quer do N.T, quer do V.T, o mais das vezes atribuídos a personagens bíblicos, MAS NÃO INSPIRADOS, COMO OS LIVROS CANÔNICOS, E NEM ESCRITOS POR PESSOAS FIDEDIGNAS NEM DE DOUTRINA SEGURA"[3]

“Que [Paula] evite todos os escritos apócrifos, e se ela for levada a lê-los não pela verdade das doutrinas que contêm mas por respeito aos milagres contidos neles, que ela entenda que não são escritos por aqueles a quem são atribuídos, que muitos elementos defeituosos se introduziram neles, e que requer uma perícia infinita achar ouro no meio da sujeira”[4]

FONTES:
[1] Prefácio dos Livros de Salomão.
[2] Prologus Galeatus.
[3] Introdução Geral a Vulgata Latina, p. 9.
[4] Epístola 107:12 - Nicene and Post-Nicene Fathers, 2nd Series, vol. 6, p. 194.

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