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domingo, 10 de março de 2013

TÁBUAS DE EBLA - Evidências históricas e arqueológicas da exatidão da Bíblia




Evidências históricas e arqueológicas da exatidão da Bíblia

Autores: Andy e Berit Kjos
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    "... e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós..." [1 Pedro 3:15].
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        "Não pode haver dúvida de que a arqueologia confirmou a historicidade substancial da tradição do Antigo Testamento." [1] William F. Albright (1891-1971), um dos arqueólogos mais respeitados do mundo.

        "Pode ser afirmado categoricamente que nenhuma descoberta arqueológica jamais contradisse uma referência bíblica". [2] Nelson Glueck, arqueólogo judeu homenageado até mesmo pela 'progressista' revista Time.


    The Bible's Buried Secrets (Os Segredos Enterrados da Bíblia), um novo documentário do canal PBS que foi ao ar em novembro de 2008, parece ter sido planejado para desacreditar a Bíblia. Além de rebaixar Abraão e sua descendência ao nível da mitologia, ele também rejeita o Êxodo e nega qualquer registro escrito do Antigo Testamento anterior ao século sexto AC. [3].

    Mas não devemos nos surpreender com este ataque não-científico à Bíblia. Como o Prof. William F. Albright, arqueólogo e chefe da Palestine American School of Oriental Research, observou:

        "O ceticismo excessivo manifestado contra a Bíblia por escolas históricas importantes... está sendo desacreditado progressivamente. Uma descoberta após a outra tem estabelecido a exatidão de inúmeros detalhes, aumentando o valor da Bíblia como uma fonte histórica." [4].

    Evidências Arqueológicas Que Confirmam a Bíblia

    1. Registros escritos de mais de 4.000 anos atrás. O Dr. Paolo Matthiae, diretor da Missão Arqueológica Italiana na Síria, fez uma enorme descoberta arqueológica em 1975. Ele descobriu "a maior biblioteca de arquivos do terceiro milênio AC já escavada." Ela incluía "mais de 15.000 tábuas e fragmentos cuneiformes" e revelou um império semita que dominou o Oriente Médio mais de quatro mil anos atrás.

    A capital do império era Ebla, onde os escribas encheram as bibliotecas antigas com registros da história, do cotidiano, dos lugares e do comércio. [5].

        "Essas primeiras tábuas mostram uma facilidade de expressão, uma elegância que indica o domínio completo do sistema cuneiforme pelos escribas", disse o Dr. Giovanni Pettinato, ex-epígrafo da Missão Italiana, que trabalhou ao lado do Dr. Matthiae. 'Só podemos concluir que a escrita era utilizada em Ebla muito antes de 2500 AC.'"

    As tábuas de Ebla confirmaram o culto aos deuses pagãos, como Baal, Dagom e Asera, que antes só eram conhecidos pela Bíblia. [5] Elas mencionam os nomes "Abraão" e "Ur dos caldeus" (a cidade natal de Abraão), assim como outras cidades e locais conhecidos:

        "Nomes de cidades que se pensava terem sido fundadas muito depois, como Beirute e Biblos, aparecem nas tábuas. Damasco e Gaza são mencionadas, assim como duas das cidades bíblicas da planície, Sodoma e Gomorra... O mais intrigante de tudo são os nomes pessoais encontrados nas tábuas de Ebla. Eles incluem Ab-ra-mu (Abraão), E-sa-um (Esaú)..." [5].

    Destruída e reconstruída várias vezes, o declínio final de Ebla começou por volta de 1800 AC. Como novas gerações habitaram sobre as antigas ruínas, ela deixou para trás uma "TEL" (parece uma colina de topo achatado; maiúsculas usadas para enfatizar) em múltiplas camadas, que os arqueólogos continuarão a explorar nos próximos anos.

    Séculos depois, Moisés foi instruído "em toda a ciência dos egípcios" [Atos 7:22]. Criado na corte de Faraó, ele teria aprendido a escrever em frágeis papiros, bem como em tábuas de argila. A descoberta, em 1988, das cartas de TEL el Amarna nos mostram que mensagens escritas foram uma parte importante da cultura de Moisés:

        "... havia cerca de 400 tábuas cuneiformes descobertas neste local, que faziam parte dos arquivos reais de Amenhotep III e Amenhotep IV (também conhecido como Akhenaton), que reinaram por volta de 1400 AC. Entre elas existiam cartas, escritas em cuneiformes babilônios a esses faraós do Egito por vários reis da terra de Canaã e da Síria... escritas nos tempos de Moisés e Josué. Elas fornecem a primeira evidência da chegada das tribos hebraicas à terra de Canaã, nos tempos antigos." [6].

    Essa última frase aponta para a conclusão do Êxodo bíblico — a jornada dos israelitas, liderados por Moisés, saindo da escravidão no Egito à terra que Deus lhes prometera. Talvez os "estudiosos" por trás do "documentário" da PBS simplesmente tenham decidido ignorar as evidências. Afinal, mentiras politicamente corretas são muito mais aceitáveis do que os fatos a um mundo que já não tolera a verdade. Mas tudo isso é mais uma razão para estarmos prontos a responder àqueles que questionam a nossa fé. As descobertas arqueológicas seguintes devem ajudar a nos prepararmos para os desafios que estão diante de nós:

    2. O Império Hitita: os hititas (ou heteus) são mencionados dezenas de vezes no Antigo Testamento. No entanto, há um século,

        "críticos da historicidade bíblica argumentaram que as descrições bíblicas do Império Hitita foram inserções posteriores, pois estavam convictos que o Império Hitita não existiu... Mas em 1906, arqueólogos desenterraram a capital hitita e nos anos seguintes escavaram o que é agora conhecido como a grande e proeminente civilização hitita." [7].

    3. A linhagem real de Davi: Arqueólogos encontraram a "primeira referência conhecida, fora da Bíblia, à Casa de Davi, uma dinastia governante provavelmente fundada pelo rei Davi no décimo século AC."

    O fragmento de pedra com essas inscrições reveladoras foi encontrado nas ruínas de Tel Dan (no norte de Israel). Uma "interpretação inicial" é que um rei vitorioso (provavelmente Baasa) estava registrando sua batalha contra o rei da "Casa de Davi", provavelmente Asa. Segundo o jornal The New York Times, essa descoberta "é evidência forte e independente da existência e influência da Casa de Davi." [8].

    4. Escrita cursiva "um meio internacional de comunicação": Por volta do décimo século AC, a escrita — incluindo a aramaica — se tornou cada vez mais comum. Apesar das divisões sociais, muitos aprendiam a escrever:

        "Embora todos os clérigos, as pessoas cultas e os artesãos utilizassem basicamente a mesma escrita cursiva, diferenças estilísticas se estabeleceram. Elas podem ser classificadas como subestilos de cursiva e podem ser denominadas: (a) cursiva elevada — a das pessoas cultas; (b) cursiva formal — a dos escribas profissionais; e (c) cursiva vulgar — a das pessoas de baixa escolaridade...

        "Durante o século nono e a primeira metade do século oitavo, não havia diferenças evidentes entre a escrita fenícia e aramaica; aparentemente a escrita em pedra fenício-aramaica foi usada para escrita em tinta também... Os primórdios da cursiva aramaica e o seu rápido desenvolvimento sem dúvida estão ligados ao crescimento da língua aramaica e à escrita como um meio internacional de comunicação." [9].

    5. O rei Sargão: O profeta Isaías diz que esse rei da Assíria, enviou um comandante do seu exército, para pelejar contra Asdode, uma cidade costeira no antigo Israel. [Isaías 20:1]. Embora Sargão não seja um nome de família, este versículo alimentou uma controvérsia logo nos primeiros dias da arqueologia. Alguns pesquisadores tinham descoberto um obelisco de pedra, inscrito com uma lista de reis assírios. Mas ela não incluía Sargão! A Universidade de Chicago anunciou então que achara uma "clara contradição na Bíblia". Mas, eles estavam enganados! Quando o palácio real de Sargão foi escavado, os pesquisadores acharam seu nome gravado em muitos tijolos nas paredes do palácio — junto com referências orgulhosas pela conquista de Asdode. [10].

    6. A cidade de Ecrom (atual Tel Miqne) dos filisteus: Esta confirmação da exatidão bíblica foi publicada pelo Instituto Arqueológico da América:

        "Uma inscrição esculpida em uma laje de calcário encontrada em Tel Miqne, 37 km a sudoeste de Jerusalém, confirma a identificação da área como Ecrom, uma das cinco capitais dos filisteus mencionadas na Bíblia. A inscrição é singular, pois contém o nome de uma cidade bíblica e cinco de seus governantes, dois dos quais são mencionados como reis em outros textos fora da Bíblia... Isso também reforça a identificação de Ecrom com uma... cidade-Estado registrada em textos assírios do sétimo século AC..."

        "Em 712 AC, essa cidade foi conquistada pelo rei assírio Sargão II. Por pouco tempo, começando em 705 AC, ela esteve sob o domínio de Ezequias, rei de Judá... Em 603 AC, a cidade foi saqueada pelo rei babilônio Nabucodonosor." [11].

    Quando foi confrontado pelas forças assírias esmagadoras, Ezequias orou a Deus pedindo Sua intervenção soberana. Antes da grande vitória, ele exortou o povo:

        "Esforçai-vos, e tende bom ânimo; não temais, nem vos espanteis, por causa do rei da Assíria, nem por causa de toda a multidão que está com ele, porque há um maior conosco do que com ele. Com ele está o braço de carne, mas conosco o SENHOR nosso Deus, para nos ajudar, e para guerrear por nós. E o povo descansou nas palavras de Ezequias, rei de Judá." [2 Crônicas 32:7-8].

    7. O tanque de Betesda:

        "... estudiosos liberais, de modo a manterem suas críticas contra a Bíblia, alegaram que o Evangelho de João não poderia ter sido escrito pelo próprio discípulo. Eles alegaram que versículos como João 5:2 estavam errados, pois fazem referência a alpendres no tanque de Betesda em Jerusalém. Mas as escavações mais recentes confirmaram o relato de João."

        "Aproximadamente oito anos atrás, arqueólogos descobriram, abaixo do que anteriormente eles pensavam ser o nível inferior na área de Betesda, um antigo mikveh (tanque), que tinha um quinto pórtico que o atravessava! Poderíamos esperar que em algum momento os críticos admitiriam a confiabilidade histórica da narrativa bíblica." [7].

    Isto é improvável! Millar Burrows, o célebre professor de Arqueologia na Universidade de Yale, explicou o porquê:

        "O ceticismo excessivo de muitos teólogos liberais não advém de uma cuidadosa avaliação dos dados disponíveis, mas a partir de uma enorme pré-disposição contra o sobrenatural." [7].

    A precisão do registro bíblico tem sido comprovada repetidamente. Como escreveu o Dr. Joseph Free: "A arqueologia confirmou inúmeras passagens que tinham sido rejeitadas pelos críticos como lendas ou contrárias aos fatos conhecidos." [12].
    Evidências Científicas Que Apoiam a Bíblia

    1. Correntes Oceânicas (esses rios marítimos — como a corrente do Golfo do México, que flui pelo Oceano Atlântico, levando as águas quentes do Golfo do México até a costa da Noruega — são dirigidos pela rotação da Terra, gravitação, ventos, temperatura, salinidade, variações de densidade, etc. Assista ao vídeo).

    Essas correntes poderosas foram descobertas primeiro por Matthew Maury, um oficial da Marinha que estava convicto que a Bíblia não mentia. Após um acidente em 1839, Maury ficou incapacitado para o trabalho no mar e se tornou o superintendente do Observatório Naval dos EUA. Como chefe do Departamento de Cartas Náuticas e Instrumentos, ele finalmente pôde procurar respostas a uma pergunta que persistia em sua mente: O que eram as "veredas dos mares" mencionadas no Salmo 8:8? Depois de estudar o diário de bordo de navios antigos,

        "Ele compilou cartas dos ventos oceânicos e das correntes marinhas. Para estudar a velocidade e direção das correntes oceânicas, Maury deixou garrafas à deriva — conhecidas como 'garrafas vaguejantes'. Elas flutuavam ligeiramente abaixo da superfície da água e, portanto, não eram afetadas pelos ventos..."

        "A partir do local e da data em que as garrafas foram encontradas, Maury pôde elaborar suas cartas das correntes oceânicas — as 'veredas' dos mares — que ajudaram consideravelmente a ciência da navegação marítima..."

        "Ele foi eleito para o Pavilhão da Fama dos Grandes Americanos. A legenda no monumento erigido em sua homenagem diz: 'Matthew Fontaine Maury, Descobridor das Veredas dos Mares, o gênio que descobriu o segredo das leis dos oceanos e da atmosfera.'" [13].

    2. O ciclo hidrológico: Milhares de anos antes dos cientistas entenderem ou reconhecerem este ciclo, ele foi registrado na Bíblia. Os versículos abaixo descrevem o ciclo repetido de precipitação, o fluxo de água para os oceanos, sua evaporação e condensação, levada para os continentes nas nuvens, dirigidas pelos ventos — incluindo as agora familiares correntes atmosféricas, que eram desconhecidas nos tempos antigos:

        "Eis que Deus... faz miúdas as gotas das águas que, do seu vapor, derramam a chuva, a qual as nuvens destilam e gotejam sobre o homem abundantemente. Porventura pode alguém entender as extensões das nuvens, e os estalos da sua tenda?" [Jó 36:26-29].

        "O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento, e volta fazendo os seus circuitos. Todos os rios vão para o mar, e contudo o mar não se enche; ao lugar para onde os rios vão, para ali tornam eles a correr." [Eclesiastes 1:6-7].

    Evidências Históricas da Precisão da Bíblia

    Considere as seguintes ligações fantásticas entre o relato bíblico e as descobertas históricas:

    1. O Antigo Israel: Antes de Deus levar Seu povo à terra prometida, Ele o advertiu por meio de Moisés para não seguir a conduta corrupta das nações vizinhas. Este breve resumo de uma dessas advertências pode servir de alerta para nós também:

        "Para não suceder que, havendo tu comido e fores farto, e havendo edificado boas casas, e habitando-as... Se eleve o teu coração e te esqueças do SENHOR teu Deus... E digas no teu coração: A minha força, e a fortaleza da minha mão, me adquiriu este poder.... Será, porém, que, se de qualquer modo te esqueceres do SENHOR teu Deus, e se ouvires outros deuses,... hoje eu testifico contra vós que certamente perecereis. Como as nações que o SENHOR destruiu diante de vós, assim vós perecereis, porquanto não queríeis obedecer à voz do SENHOR vosso Deus." [Deuteronômio 8:12-20].

    Como eles não ouviram, foram eventualmente destruídos — como os profetas advertiram. A maioria do povo foi exilada para a Babilônia, onde muitos se arrependeram, reviveram as antigas Escrituras e foram ensinados sobre as leis de Deus pelos líderes do exílio, como Ezequiel.

    Outros, porém, misturaram sua compreensão sobre Deus com os mitos babilônios e criaram uma nova forma de ocultismo: a Cabala. A história e influência da Cabala podem ser rastreadas por meio de ramos místicos de ensinamentos rabínicos, sociedades secretas, alquimia medieval, e ordens ocultas como a Ordem Hermética da Alvorada Dourada. A maior parte de suas divisões proclama um "Deus" impessoal ou "força" — uma falsificação sedutora do Deus da Bíblia.

    2. Ascensão e queda dos impérios: Quando Nabucodonosor conquistou Israel, ele levou Daniel à sua corte. Ali o fiel profeta interpretou os estranhos sonhos do rei e ganhou seu respeito. Um sonho em particular foi obviamente cumprido:

        "E aconteceu que, havendo eu, Daniel, tido a visão, procurei o significado, e eis que se apresentou diante de mim como que uma semelhança de homem... E disse: ... Aquele carneiro que viste com dois chifres são os reis da Média e da Pérsia, mas o bode peludo é o rei da Grécia; e o grande chifre que tinha entre os olhos é o primeiro rei; o ter sido quebrado, levantando-se quatro em lugar dele, significa que quatro reinos se levantarão da mesma nação, mas não com a força dele." [Daniel 8:15-22].

    Décadas depois, a Média e a Pérsia conquistaram e governaram o vasto Império Babilônio. Elas foram conquistadas quando os exércitos gregos de Alexandre varreram o Oriente Médio. Quando Alexandre morreu, seu império foi dividido entre seus quatro generais e logo sua glória desapareceu. [14].

    3. Lançando Tiro ao mar: O profeta Ezequiel anunciou com séculos de antecedência a destruição singular de Tiro — um centro costeiro do comércio do Mediterrâneo:

        "Filho do homem, visto que Tiro disse contra Jerusalém: Ah! está quebrada a porta dos povos; virou-se para mim... Portanto assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu estou contra ti, ó Tiro, e farei subir contra ti muitas nações... Elas destruirão os muros de Tiro, e derrubarão as suas torres; e eu lhe varrerei o seu pó, e dela farei uma penha descalvada. No meio do mar virá a ser um enxugadouro das redes... Quando eu te fizer uma cidade assolada, como as cidades que não se habitam, quando eu fizer subir sobre ti o abismo, e as muitas águas te cobrirem..." [Ezequiel 26:2-5, 20].

    Uma cidade coberta pelo mar? Impossível!

    Não, segundo a história e a arqueologia. Os primeiros ataques a essa rica cidade marítima vieram dos exércitos de Nabucodonosor. A cidade foi totalmente destruída, mas a maior parte de seus moradores escapou para uma grande ilha perto da costa. Cerca de três séculos mais tarde (em 332 AC), Alexandre, o Grande, decidiu acrescentar essa cidade bem fortificada ao seu Império Grego. Quando ela resistiu, o exército grego construiu um istmo de 60 metros de largura até a ilha — usando a areia e pedras das ruínas da cidade original para construir a passagem. Eles destruíram os restos de Tiro e os lançaram no meio do mar. [15].

    4. Petra: Anos atrás, visitamos Petra, a "Cidade Rosa" mostrada no filme Indiana Jones e a Última Cruzada. A viagem para a capital do antigo Edom começou em Amã, na Jordânia, e depois fizemos uma jornada de quatro horas para o sul pelo deserto. Finalmente, na entrada montanhosa de Petra, o caminho negado a Moisés e a Israel, andamos por um estreito desfiladeiro. As paredes rochosas verticais em ambos os lados formavam uma parte do Palácio Rosa, permitindo uma visão das brilhantes colunas cor-de-rosa e dos ornamentos esculpidos nas paredes do palácio.

    Mas quando chegamos à antiga cidade florescente, o sol rigoroso expôs as fachadas desgastadas de uma silenciosa cidade fantasma. Atrás das ruínas de uma civilização perdida estavam cavernas vazias — os túmulos violados de um povo que há muito tempo rejeitou a Deus. O caminho só ia até ali. As velhas estradas tão percorridas desapareceram — como a Bíblia profetizou:

        "Nem de noite nem de dia se apagará; para sempre a sua fumaça subirá; de geração em geração será assolada; pelos séculos dos séculos ninguém passará por ela... E nos palácios crescerão espinhos, urtigas e cardos nas suas fortalezas... As feras do deserto se encontrarão com as feras da ilha, e o sátiro clamará ao seu companheiro; e os animais noturnos ali pousarão, e acharão lugar de repouso para si. Ali se aninhará a coruja e porá os seus ovos, e tirará os seus filhotes, e os recolherá debaixo da sua sombra; também ali os abutres se ajuntarão uns com os outros." [Isaías 34:9-15].

    Edom literalmente secou, murchou e morreu. Seus ribeiros e vinhedos viraram pó — mas não foi por causa dos clorofluorcarbonos! Deus fez isto, porque os soberbos edomitas rejeitaram Seus caminhos:

        "Assim diz o Senhor DEUS a respeito de Edom... A soberba do teu coração te enganou, como o que habita nas fendas das rochas, na sua alta morada, que diz no seu coração: Quem me derrubará em terra? Se te elevares como águia, e puseres o teu ninho entre as estrelas, dali te derrubarei, diz o SENHOR." [Obadias 1,3-5].

    Ao contrário dos mitos e lendas de outras tradições espirituais, os registros detalhados da história na Bíblia coincidem tanto com a história secular como com as descobertas arqueológicas. Até mesmo as secas do Antigo Testamento (que provocaram fomes e guerras) coincidem com as migrações, mudanças climáticas, anéis das árvores [16] e outras descobertas feitas pelos estudiosos. A Palavra de Deus é verdadeira e podemos confiar nela!

        "Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra." [2 Timóteo 3:16-17].

    Notas Finais

    1. William F. Albright, The Archeology and the Religions of Israel, John Hopkins Press, Baltimore, 1956, pág. 176. Citado pelo rabino Glenn Harris, http://www.gospeloutreach.net/bible.html.

    2. Nelson Glueck, Rivers in the Desert: History of Negev. Jewish Publication Society of America, Philadelphia, 1969, pág. 176. Citado pelo rabino Glenn Harris, http://www.gospeloutreach.net/bible.html.

    3. "Holy Moses!" Documentário da PBS sugerindo que o Êxodo não foi real, em http://blogs.orlandosentinel.com/entertainment_tv_tvblog/2008/07/bibles-buried-s.html

    4. Albright, William Foxwell. The Archaeology of Palestine. Pelican Books, Harmondsworth, Middlesex, England, 1960, págs. 127, 128. Citado pelo rabino Glenn Harris, http://www.gospeloutreach.net/bible.html.

    5. Howard LaFay, Ebla: Splendor of an Unknown Empire, National Geographic, dezembro de 1978, pág. 735. "O povo do antigo Oriente Médio ergueu suas cidades em lugares estratégicos com água abundante. Como resultado, depois de destruídas por exércitos saqueadores — e com cidades fracas isso acontecia mais de uma vez por geração — a população tendia a reconstruir sobre as ruínas. Escavar uma TEL é como cortar uma pilha de panquecas; cada camada, que está cheia de artefatos enterrados, contém a história de uma catástrofe à outra." (735-736, 740, 754)

    6. http://www.bible-history.com/archaeology/israel/el-amarna-letters.html

    7. http://www.gospeloutreach.net/bible.html.

    8. John N. Wilford, "House of David Inscription: Clues to a Dark Age", The New York Times, 16 de novembro de 1993. Relatado primeiramente pelo Dr. Avraham Biran, um arqueólogo da Hebrew Union College-Jewish Institute of Religion em Jerusalém.

    9. O Desenvolvimento da Escrita Aramaica (Joseph Naveh's classic work), http://canterbridge.org/2007/11/18/reviewing-joseph-naveh-the-development-of-the-aramaic-script.

    10. Sargão, rei da Assíria em http://www.biblehistory.net/newsletter/sargon.htm.

    11. Seymour Gitin, Trude Dothan, and Joseph Naveh, "Ekron Identity Confirmed," Archaeology, January/February 1998.

    12. Free, Joseph. Archaeology and Bible History. Scripture Press, Wheaton, IL, 1969, pág. 1.

    13. A busca de Matthew Maury pelo segredo dos mares em http://www.answersingenesis.org/creation/v11/i3/maury.asp.

    14. http://ancienthistory.about.com/cs/persianempir1/a/persiaintro_4.htm.

    15. http://www.middleeast.com/tyre.htm.

    16. S. Fred Singer and Dennis T. Avery, Unstoppable Global Warming (Rowman & Littlefield Publishers, 2007), págs. 4, 129, 244. Encontre informações mais específicas em http://www.reasons.org/resources/fff/new_articles/index.shtml: "... o climatologista Kevin Birdwell procura respostas aos mistérios da história da humanidade através de registros climatológicos.... Paleoclimatologia — a ciência que estuda o clima das eras passadas — frequentemente apoia ou lança nova luz sobre a narrativa bíblica. Birdwell diz: 'Análises de pólen, amostras de gelo, anéis das árvores, anéis dos corais, Carbono 14, datação por urânio e sedimentos oceânicos abrem uma janela para o passado. Por exemplo, os avanços recentes no estudo dos anéis das árvores permitem uma calibração mais precisa dos registros do Carbono 14, ajustando, assim, as datas de alguns eventos registrados."

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